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Do portão pintado com uma tinta vermelho-enferrujado, eu fitava seus olhos enquanto você despejava em meu colo os motivos do adeus. Falava, falava, era rei de si e de seus argumentos que só convenciam a ti mesmo. Eu só ouvia. Com meus olhos pingados, senti em minha pele as gotas de chuva. Quis te abraçar. Falei, também. Falei mais do que senti. Ou não falei tanto, talvez o silêncio gritasse mais alto. As gotas também engrossaram. Molhavam meu cabelo preso. Molhavam tua camisa que já estava meio encharcada pelas minhas lágrimas. Era quase instinto te abraçar. O mundo girava, a chuva caía, você se afastava, mas teu peito ainda era o meu porto-seguro. Nas margens do teu colo, eu sentei e chorei (Perdoe minhas palavras, Paulo Coelho). Afinal, ali era meu rio. Onde eu fluía e me tornava mar. Ao final, finalmente. Partiu, deixando a incerteza do amanhã. Ainda me amava, você disse. Eu era demais pra você, também ouvi. Demais, eu? Demais era o tal do amor que eu fui sentenciada a carregar. Assisti aos teus passos rápidos se desfazerem no chão que já segurava algumas poças. E eu já nem sabia se as gotas eram mesmo tão quentes ou se minhas lágrimas queriam se disfarçar. Como um filme de romance trágico, eu pensava que cada plano ia se tornando um barquinho de papel a navegar pelas poças da minha rua. De repente, minha mãe corta essa cena perguntando se eu estava na chuva. Estava, era óbvio. Não, respondi enquanto subia as escadas às pressas. Mas aquela história ficaria pra sempre em minha memória. Você, indo embora, me deixando ali. Eu, a chuva, o portão velho. Os barquinhos afundando depressa. Os planos indo embora junto com teus passos. Depois de duas horas, você já dizia ao telefone o quanto me amava. Que voltaria, ficaria em meus braços. Chovesse ou fizesse sol. Você estaria ali, sendo um porto. Não barquinho, não. Mas eu sabia. Eu sabia que a despedida já acontecera. Ponto final se transformando em reticências. E ainda me amava, você disse. Eu era demais pra você, já não ouvi mais. Eu era o que você queria, toda molhada. Cabelo preso, cheiro de cereja. Voltou, trazendo a incerteza do amanhã. Mais uma vez, só mais uma vez. Nicole Cardoso
Dear god...
protect he please?

(Fuente: escoltar)

Posted 21 Mayo 2012, hace 6 días · 13 382 notas · Reblog
originally escoltar · via: verborragias

(Fuente: 0rcas)

Posted 21 Mayo 2012, hace 6 días · 10 060 notas · Reblog
originally 0rcas · via: november-10th

Zac Efron sings “Ai, se eu te pego”

(Fuente: fuckyeahzac)

(Fuente: derpencia)

Parece um hospício, mas é só a minha sala de aula. 

(Fuente: dreamerbaka)

Posted 19 Mayo 2012, hace 1 semana · 764 notas · Reblog
originally h-ydra · via: culpadasociedade

”Será que eu sou especial pra você como você é pra mim?” 

(Fuente: umsantinho)

(Fuente: lalaland-s)